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Biblioteca Pública do Acre recebe mais de 700 mangás do Programa de Doação de Livros da Fundação Japão

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O Brasil abriga a maior comunidade de japoneses fora do Japão. A amizade entre os dois países é marcada pelo intercâmbio cultural e econômico. E para celebrar e influenciar a cultura japonesa no estado, a Biblioteca Pública Adonay Barbosa dos Santos, em Rio Branco, por meio da Fundação Elias Mansour (FEM), recebeu 719 mangás em português para compor o acervo da instituição. A cerimônia ocorreu na manhã desta quarta-feira, 6, e faz parte do Programa de Doação de Livros da Fundação Japão, sediada em São Paulo (FJSP).

Os mangás são as histórias em quadrinhos japonesas e fazem parte de um fenômeno cultural no Brasil, e no Acre também, onde já acumula diversos adeptos, que se reúnem para discutir e debater essas obras, além de organizarem competições de fantasias dos personagens.

Cônsul-geral do Japão em Manaus visita as instalações da Biblioteca Pública Estadual. Foto: José Caminha/Secom

A solenidade de entrega contou com a participação do cônsul-geral do Japão em Manaus, Masahiro Ogino; do diretor geral da FJSP, Masaru Susaki; do vice-diretor da FJSP, Gaku Sasao; do secretário de Estado da Educação, Cultura e Esportes (SEE), Aberson Carvalho; do diretor da FEM, Manoel Pedro Gomes; e do coordenador do Sistema Estadual de Bibliotecas do Acre, Jackson Viana.

“No Brasil temos a maior comunidade japonesa fora do Japão e, para avançar no intercâmbio cultural entre os dois países, vamos realizar a doação desses mangás para que os brasileiros tenham mais interesse na cultura japonesa”, destaca Ogino.

O titular da educação, Aberson Carvalho, ressaltou a importância da cultura japonesa para o estado, e que a tradição, honra e respeito que estão presentes na sociedade japonesa devem sempre ser uma inspiração para os acreanos. “Em nome do governador Gladson Cameli quero agradecer ao Japão, que é nosso parceiro a longo prazo. Os mangás trazem histórias e nos levam à imaginação e contextualização da identidade e cultura japonesa”, afirma.

O titular da Educação, Aberson Carvalho, representou o governador, Gladson Cameli, e aproveitou a oportunidade para agradecer ao consulado e à Fundação Japão pela doação. Foto: José Caminha/Secom.

Além da participação na entrega dos quadrinhos, as autoridades discursaram e prestigiaram uma competição de cosplays, que são fantasias dos personagens dos mangás, e também votaram para escolher quem tinha o melhor traje.

“O governador Gladson Cameli dá o melhor para que as bibliotecas de todo o estado atendam aos que dela precisam. Nos primeiros anos de gestão entregamos a reforma da Biblioteca Pública Adonay Barbosa dos Santos e também a Biblioteca Pública de Tarauacá”, aponta Jackson Viana.

Viana ressalta, ainda, que a Fundação Japão procurou o Estado para fazer a tratativa de entrega dos mangás. De acordo com o gestor, a comunidade ficou entusiasmada com a chegada dos novos exemplares à biblioteca, visto que a área dos quadrinhos é uma das mais acessadas na instituição.

Cerca de 791 mangás foram doados, entre eles a coleção inteira da famosa obra nipônica, Dragon Ball, febre no Brasil nos anos 1990. Foto: José Caminha/Secom

De acordo com o diretor da Fundação Elias Mansour, Manoel Pedro Gomes, a relação entre o Acre e o consulado do Japão gera bons frutos para o estado. “Estamos recebendo 791 mangás, para que o público da biblioteca e do estado tenha acesso à cultura, história e civilização japonesa, que é passada nas páginas dessas histórias. Na formação do estado do Acre também tivemos a participação de japoneses, então essa parceria veio somar e agregar valores à nossa história”, ressaltou.

Fãs dos quadrinhos japoneses apresentando seus cosplays durante a solenidade. Foto: José Caminha/Secom.

Além disso, a comunidade nerd, aqueles que consomem filmes, quadrinhos, mangás e os desenhos japoneses, compareceram ao evento e comemoraram a entrega dos quadrinhos.

Ethiene Aguiar, presidente da Associação de Nerds do Acre, afirma que os mangás são importantes para evidenciar a cultura nipônica e novas histórias. “Nós temos uma comunidade muito forte aqui no Acre, e frequentamos a biblioteca para ter acesso a esse material, e agora, com mais exemplares, acredito que a nossa comunidade vai crescer ainda mais”, conclui.

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